segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Leitura Póstuma

LEITURA PÓSTUMA

Hoje leio os seus registros
Tão dotados de capricho
Sobre uma criança que nasceu

Cada comentário exibe
Textura de um ar sublime
Ilustrado em teu sorriso ao lado meu

Eu não imaginava ainda
Que ao chegar aos quase trinta
Ver teu simples texto me traria aqui

Ao momento em que sentado
Pergunto de olhos molhados
Por que tua vida teve fim

Vejo agora que é certo
Que é deixada aos que estão perto
Toda a dor perdida ao falecer

E tal qual meu nascimento
Trouxe a ti conhecimento
Teu desfecho me ensinou o que é perder

domingo, 21 de dezembro de 2008

Por quê parede?

Por que dizem por aí que elas têm ouvidos, mas as minhas fazem muito mais do que ouvir.

É olhando pra elas que consigo transcender. Pode parecer paradoxo, mas, fechado entre quatro paredes eu penso livremente.

Não funciona comigo observar a realidade e tecer ali, em meio a um turbilhão de acontecimentos um comentário completo das impressões que estes me causam. Funciona quase como uma digestão mesmo, onde o estômago é aqui, entre essas quatro paredes que estou agora.

E é aqui onde organizo tudo e separo o que é útil e o que é excesso.

Aqui, elas acabam de se revelar pra vocês.

Conversa de doido...